Notícias sobre logística

Newsletter #21 Apagão de matéria-prima, produção de caminhões e cabotagem

Indústria do Paraná vive apagão de matéria-prima durante a pandemia e preços sobem

Faltam insumos para os segmentos têxtil, moveleiro, de embalagens e até da construção civil

13 de outubro de 2020

Quando há no mercado, o preço das matérias-primas está até 75% (caso de tubos de PVC) mais caro quando comparado aos patamares anterior ao início da pandemia.

A estimativa é de que o mercado deve retomar a normalidade entre os meses de novembro e fevereiro, dependendo do segmento.

João Arthur Mohr, gerente de Assuntos Estratégicos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), explica que essa falta de insumos na construção civil e moveleira, assim como nas demais, é resultado do desequilíbrio causado pelo fechamento do comércio, principalmente em abril e maio, que acabou cancelando os pedidos. “O comércio cancelou os pedidos junto à indústria, porque tiveram que fechar”, explicou.

Com a retomada da atividade econômica, as encomendas canceladas se acumularam às novas encomendas e, por conta dessa demanda, associada ao desequilíbrio provocado pela ruptura da cadeia com o fechamento, o empresário está tendo dificuldades.

O setor da Construção Civil, segundo Rodrigo Assis, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon), foi um dos que não parou, mantendo uma demanda constante impulsionada ainda pelo consumo doméstico, incrementado pelas pequenas reformas. “Os preços do aço, cimento, tijolo e cobre subiram bastante”, diz. De acordo com Assis, empresas de cimento e de aço, diante das incertezas desligaram os fornos e para religarem estes equipamentos não é assim tão rápido. “Religado esses fornos, os produtos poderão chegar ao mercado a partir de novembro”, afirma. Assis cita que o segmento apresentou altas entre 70% a 80% nos tubos de PVC, 40% nos tijolos, 30% no preço do cimento e entre 40% a 50% no preço do aço.

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NOTÍCIAS DA SEMANA

Produção de caminhões cresce 29% em setembro, mas ainda há queda no ano

A produção de caminhões cresceu 29% em setembro na comparação com agosto, para 9,4 mil unidades, de acordo com dados divulgados na quarta-feira, 7, pela Anfavea, associação das fabricantes. O resultado é reflexo da demanda do mercado interno. Apesar disso, a produção acumulada do ano continua menor que a de 2019: em nove meses, a indústria entregou 58,3 mil unidades, retração de 33% sobre o resultado de igual período do ano passado.

Com a chegada do último trimestre do ano, a Anfavea, revisou o cenário econômico e refez suas projeções para 2020, cujas previsões indicam um otimismo moderado. A entidade agora espera encerrar 2020 com a venda de 97 mil veículos pesados, entre caminhões e ônibus, volume acima dos 75 mil veículos previstos na revisão anterior divulgada em junho. Dentre os 97 mil estimados para este ano, 83,5 mil serão caminhões, segundo a Anfavea, indicando retração de 18% no comparativo anual.

Caminhoneiros pedem que a Câmara retire da pauta o PL da cabotagem

O projeto de lei 4.119 de 2020, que institui o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem, também chamado de BR do Mar, está na pauta da Câmara dos Deputados, na última quarta-feira, 7. O setor produtivo vê a medida com bons olhos, pois pode reduzir os custos logísticos. Porém, os caminhoneiros autônomos não estão satisfeitos com a proposta.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) pede a retirada do PL da pauta. Representada pelo presidente Wallace Landim, mais conhecido como Chorão, a entidade diz que o projeto “foi enviado sem discussão que trouxesse à mesa a categoria dos caminhoneiros autônomos, que será diretamente afetada caso haja a sua aprovação”. A associação defende que seja feita uma audiência pública com todos os setores envolvidos.

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ESCRITO POR

Mariana Mitsui

Analista de comunicação voltada para redação e revisão, coordenação de assessoria de imprensa e formação de parcerias.