Notícias sobre logística

Newsletter #2 O mercado de logística pós Covid-19

O derradeiro equilíbrio de oferta e demanda

01 de junho de 2020

O setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil é um dos mais tradicionais da economia nacional. Sua origem data a década de 1950, com a instalação da indústria automobilística no país. Naquele momento, criou-se oportunidade para empreendedores que passaram a levar mercadorias dos pontos de produção até seus pontos de consumo, dando origem às grandes transportadoras do país.

Hoje, observamos que o setor se encontra espremido entre margens muito achatadas, devido à alta competição e à falta de restrições técnicas para a criação de novas empresas na área. O excesso de oferta faz com que essas companhias não consigam se diferenciar pela qualidade de seu trabalho, tornando o preço do frete o principal critério de escolha do cliente.

Este cenário tem sido alterado, nos últimos anos, pelo advento da tecnologia, que viabilizou a criação de diferentes modelos de negócio no setor. Novos players, cuja operação não se baseia em ativos fixos, mas em big data, algoritmos de recomendação e técnicas de colaboratividade como o crowdsourced delivery (modelo em que uma rede de entregadores autônomos realiza serviços para uma empresa), começam a ofertar seus serviços no setor de transporte de cargas.

É nessas condições - já abaladas pelos novos players hi-tech que trazem em seu DNA novos e disruptivos modelos de negócios e investimentos milionários - que as transportadoras mais tradicionais estão enfrentando a pandemia. Apesar do setor de transportes ser essencial, com os comércios fechados e o consumo de alguns itens (notadamente os considerados supérfluos, como roupas e eletrônicos) diminuindo, temos notado uma redução média de 50% no movimento dessas empresas, ao passo em que seus custos de operação - na maioria fixos - não acompanham essa redução.

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NOTÍCIAS DA SEMANA

SP: ferrovia renova concessão e pode beneficiar 5 milhões de pessoas

Ministro diz que renovação impulsionará economia em duas regiões

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que a renovação antecipada da concessão ferroviária da Malha Paulista representará um grande impulso para outros setores da economia do Centro-Oeste e do Sudeste. A renovação foi assinada na quarta passada (27) pela empresa Rumo e a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

De acordo com o ministro, o setor ferroviário pode receber R$ 50 bilhões em investimentos privados nos próximos anos.

“E não será apenas o agronegócio a ser beneficiado. Novas cargas poderão ser transportadas, tanto na direção de São Paulo como de Mato Grosso. Nos próximos anos, o número de contêineres crescerá muito, bem como o de líquidos, como etanol”, complementou o ministro.

As contrapartidas previstas para a concessionária Rumo incluem a ampliação da capacidade de transporte, melhorias urbanas, geração de empregos (a expectativa é de que os investimentos gerem cerca de 10 mil empregos) e aumento da arrecadação federal. Apenas com as outorgas, a União poderá arrecadar R$ 2,9 bilhões com o novo contrato.

Coronavírus: Caminhoneiros brasileiros relatam esperar dias em fila para sair do Paraguai pela Ponte da Amizade

Caminhoneiros brasileiros que trabalham entre Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e Cidade del Leste, no Paraguai, relatam as dificuldades que têm enfrentado para poder voltar para o Brasil pela Ponte Internacional da Amizade.

Em entrevista à RPC, eles contaram que têm passado dias sem poder voltar para casa e em locais sem infraestrutura. Segundo o caminhoneiro Natalino, ele buscou explicações pela demora das filas e, de acordo com a Receita Federal, a demora estaria do outro lado da fronteira.

A demora também prejudica as transportadoras, que levam mais tempo para poder transportar outra carga.

De acordo com a Associação Brasileira de Transportes Internacionais (ABTI), há um temor sobre a falta de caminhões disponíveis para continuar o transporte entre os dois países.

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