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Newsletter #24 Vazão logística de safra recorde, menos motoristas e menor frete

#24

Safra recorde: oportunidade ou dor de cabeça para o setor de transporte?

A safra recorde de grãos proporcionará volume maior de carga para ser transportada, mas problemas antigos de infraestrutura e os novos que surgiram com a pandemia criam gargalos e diminuem a produtividade da operação

03 de novembro de 2020

O agronegócio foi um verdadeiro herói para a economia brasileira em 2020. Se não fosse esse setor, o PIB teria despencado ainda mais por causa da crise da pandemia do novo coronavírus. A safra recorde de 257,7 milhões de toneladas de grãos produzidas no País abriu oportunidades para explorar o mercado doméstico e, principalmente, as exportações.

Por causa desse aquecimento, o setor de transporte rodoviário de carga foi um grande beneficiado da safra recorde. Os fretes para o agronegócio garantiram meses de bom faturamento para as transportadoras. Segundo o índice de fretes e pedágios da Repom, a demanda por frete rodoviário no agronegócio teve aumento de 9,5% de janeiro a setembro deste ano. Os caminhões com carrocerias graneleiro, usados para transporte de grãos, tiveram crescimento de 56% no período.

A Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, divulgou que a produção de grãos deverá ser de 268 milhões de toneladas. O volume representará uma nova safra recorde e será cerca de 11 milhões superior a do ano passado. E, dessa vez, além dos antigos gargalos – como as longas filas de espera para carregar e descarregar a carga –, as empresas vão enfrentar os novos que surgiram com a crise do novo coronavírus: alta no preço do caminhão e de pneus, falta de motoristas qualificados disponíveis e fila de espera de até cinco meses para conseguir comprar um caminhão e implemento novo.

Para o presidente da Associação Nacional do Transporte, NTC&Logística, o que precisa ser resolvido com urgência é o velho problema de lentidão de carga e descarga de grãos, principalmente nos portos, o que reduz a produtividade do transporte e gera prejuízo. Nos próximos dias, a NTC se reunirá em Brasília com a Confederação Nacional do Transporte, a CNT, para discutir esse problema e desenhar um plano estratégico para ajudar a mitigar esse problema.

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NOTÍCIAS DA SEMANA

81% das empresas de transporte de cargas sentem falta de motoristas

De acordo com estudo do Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC), 81% das empresas de transporte rodoviário de cargas de São Paulo e região percebem falta de motoristas no mercado. Dessas, 34% tiveram uma grande rotatividade de profissionais.

O órgão vinculado ao Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) evidenciou que a falta de motoristas acarreta outra grande questão: veículos parados nas bases das empresas. Segundo a pesquisa, 38% das empresas consultadas apontaram que os veículos ficam estacionados por não haver profissionais capacitados para dirigi-los.

O IPTC mapeou mais de 500 vagas para motoristas na Grande São Paulo em aberto e o departamento de recursos humanos do SETCESP está fazendo a captação de currículos e repassando para as empresas.

Pavimentação de BR 163 diminuiu frete

O Boletim Logístico referente a setembro, produzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostra que houve queda nos preços do frete rodoviário com a pavimentação de BR 163, importante rodovia para o escoamento do agronegócio.

Com a inauguração do trecho em fevereiro em Miritituba (PA) os custos entre Mato Grosso e o porto de Miritituba caíram até 11%. Isso porque a qualidade da rodovia estimulou o escoamento da safra de soja por este corredor em relação aos portos tradicionais de Santos/SP e Paranaguá/PR, que tiveram queda de 9%. Para se ter ideia da diferença, uma carga saindo de Sorriso (MT) e indo para Santos (SP) custou R$ 300 a tonelada. De Sorriso para Miritituba (PA), a mesma carga sai por R$ 170 a tonelada.

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ESCRITO POR

Mariana Mitsui

Analista de comunicação voltada para redação e revisão, coordenação de assessoria de imprensa e formação de parcerias.